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Política

Trichoderma da Caatinga combina resistência ao calor e ação contra patógenos

Estudo identificou isolados com potencial para biofungicidas e apontou diferenças entre eficiência contra doenças e produção de esporos.

Trichoderma da Caatinga combina resistência ao calor e ação contra patógenos

Um isolado de Trichoderma koningiopsis foi o mais consistente contra os cinco organismos causadores de doenças agrícolas avaliados em laboratório. O fungo apresentou atividade por diferentes mecanismos de antagonismo e se destacou entre microrganismos coletados na Caatinga.

A pesquisa analisou 14 isolados de 5 espécies do gênero Trichoderma, obtidos em áreas de vegetação nativa e em lavouras irrigadas de melão na Bahia e no Piauí. Foram identificados Trichoderma asperellum, Trichoderma asperelloides, Trichoderma koningiopsis, Trichoderma virens e Trichoderma spirale.

Ação contra doenças

Os testes envolveram Fusarium sulawesiense, Fusarium solani, Macrophomina phaseolina, Rhizoctonia solani e Pythium myriotylum. Contra Rhizoctonia solani e Macrophomina phaseolina, o confronto direto foi o mecanismo mais eficiente. Nesse processo, os isolados cresceram sobre os patógenos por meio de competição e micoparasitismo.

Já contra Pythium myriotylum e espécies de Fusarium, principalmente Fusarium solani, tiveram maior peso os compostos voláteis produzidos pelos fungos. Em alguns testes, esses compostos reduziram em mais de 70% o crescimento do patógeno.

Os resultados indicam que a escolha do isolado deve considerar a doença e o sistema agrícola. O Trichoderma virens também apresentou atividade antagônica elevada, mas com resultados menos uniformes.

Resistência ao calor

Os isolados retirados de áreas cultivadas com melão toleraram mais calor do que os encontrados em áreas nativas. Os pesquisadores avaliaram o crescimento em temperaturas de até 40 °C. A 25 °C e 30 °C, o desempenho foi semelhante; diferenças mais relevantes apareceram a 35 °C.

Isolados agrícolas de Trichoderma asperellum, Trichoderma asperelloides e Trichoderma virens mostraram maior tolerância ao estresse térmico. A característica pode favorecer o desenvolvimento de bioinsumos para regiões semiáridas, marcadas por altas temperaturas e escassez hídrica.

Produção de esporos

A capacidade de reprodução também foi analisada em arroz parboilizado. Isolados de Trichoderma asperelloides e Trichoderma asperellum produziram mais de 1,4 bilhão de conídios por grama de substrato após dez dias de cultivo.

O estudo observou, porém, que alguns fungos mais agressivos contra os patógenos produziram poucos esporos. Isso mostra que a eficiência no controle biológico não necessariamente coincide com a capacidade de produção em escala industrial.

As propriedades do solo também influenciaram a distribuição das espécies. Trichoderma virens e Trichoderma asperellum apareceram associados a solos mais férteis, com maior teor de fósforo e matéria orgânica. Trichoderma spirale foi relacionado a solos mais ácidos e ricos em alumínio e ferro.

Os pesquisadores defendem novos testes em campo, incluindo a capacidade de colonização de plantas de melão e possíveis efeitos sobre crescimento e produtividade. Também sugerem avaliar consórcios de espécies ou isolados para ampliar a proteção contra doenças e o suporte às plantas diante do estresse hídrico e térmico.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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