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Política

Documentos levam TST a adiar análise da greve dos Correios

Federações terão 48 horas para examinar documentos apresentados pela empresa antes da retomada do julgamento, marcada para 24.set.2026.

Documentos levam TST a adiar análise da greve dos Correios

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Vieira de Mello Filho, determinou que as federações dos trabalhadores tenham 48 horas para analisar documentos apresentados pelos Correios no processo sobre a greve. A decisão adiou a continuidade do julgamento para 5ª feira (24.set.2026), às 15h30.

Os documentos foram anexados aos autos na 6ª feira (18.set), à noite. Para Vieira de Mello Filho, a análise não poderia avançar sem que a parte contrária tivesse acesso ao material. “Eu acho isso temerário”, afirmou o presidente do TST.

O julgamento trata da legalidade da paralisação e do impasse envolvendo mudanças no plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. O ministro Ives Gandra Martins Filho propôs a suspensão da greve enquanto o processo estivesse em análise. Vieira de Mello Filho, porém, disse que não pediria a interrupção aos sindicatos antes do exame dos documentos.

A greve nacional começou em 10 de setembro, depois que os Correios e os trabalhadores não chegaram a um acordo. A categoria rejeitou a proposta para o acordo coletivo de trabalho 2026/2027, cuja principal divergência envolve o reajuste do plano de saúde.

Os Correios apresentaram pedido de dissídio coletivo de greve ao TST em 11 de setembro, 1 dia depois do início da paralisação por tempo indeterminado. A empresa afirma que sua proposta preserva 78 das 80 cláusulas do acordo anterior e prevê a recomposição integral pelo INPC para salários e benefícios.

A estatal também declarou que buscou conciliar a manutenção dos direitos dos funcionários com a recuperação do equilíbrio financeiro. No processo, defende o encerramento da greve. A Findect orientou os trabalhadores a manter o movimento.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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