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Saúde

Estudo identifica como inflamação pode afetar cérebro fetal

Pesquisa com tecido humano aponta que a IL-17A altera etapas iniciais do desenvolvimento do córtex cerebral.

Estudo identifica como inflamação pode afetar cérebro fetal
Foto: Flavio Coelho/Gettyimages

A ativação do sistema imunológico durante a gravidez pode modificar etapas iniciais da formação do cérebro fetal. Um estudo publicado na revista Nature Neuroscience em 11 de agosto identificou uma via biológica associada a esse processo.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Aberdeen, na Escócia, com cerebroides, fragmentos tridimensionais de tecido do córtex cerebral humano mantidos em laboratório. O material foi obtido de tecido fetal humano do córtex pré-frontal.

Esses modelos preservam melhor a estrutura e a organização do tecido original do que os organoides. Com eles, os pesquisadores analisaram diretamente os efeitos de sinais inflamatórios sobre o cérebro em formação.

Efeitos observados

Os cerebroides foram expostos à IL-17A, proteína associada à resposta imune materna. A equipe observou aumento da espessura do tecido, dobramento precoce e aceleração na produção e na maturação de neurônios.

Segundo os pesquisadores, a proteína atua diretamente sobre células-tronco neurais. O estudo também apontou a ativação contínua da via NF-κB, relacionada a processos inflamatórios.

Quando os cientistas bloquearam essa via, parte das alterações foi revertida. O resultado indica que o mecanismo pode estar envolvido nas mudanças observadas no desenvolvimento do córtex.

Limites e próximos passos

Os autores ressaltam que a pesquisa não demonstra que a inflamação materna cause doenças específicas. O trabalho mostra como sinais inflamatórios podem modificar fases iniciais da formação cerebral.

A equipe pretende investigar como diferentes tipos de células cerebrais respondem à inflamação e se outras regiões do cérebro apresentam reações semelhantes. Também estão sendo desenvolvidos novos modelos baseados em células humanas para avaliar em quais condições o cérebro em formação fica mais sensível a esses sinais.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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