Um implante desenvolvido por pesquisadores chineses aumentou a massa muscular de camundongos e melhorou a função imunológica, mas não reproduziu todos os efeitos do exercício. Testes em humanos com mobilidade reduzida estão previstos para 2027.
O dispositivo é formado por uma cultura com seis milhões de miócitos, células musculares que criam minivasos sanguíneos e pulsam continuamente, inclusive durante o repouso e o sono. Segundo estudo publicado na Nature Aging em 26 de agosto, os testes também indicaram reversão de danos no fígado.
Os pesquisadores afirmam que o implante imita alguns aspectos da atividade física, mas não substitui o exercício. O dispositivo não produz os mesmos efeitos cardiovasculares, neuromusculares, mecânicos e de carga óssea.
Outra pesquisa avalia a ENV-308, pílula desenvolvida pelo laboratório americano Enveda para pessoas que usam canetas emagrecedoras. O objetivo é evitar a perda de massa muscular durante o emagrecimento.
A fabricante informou que o medicamento foi projetado para imitar o Lac-Phe, hormônio liberado pelos músculos durante exercícios intensos. Em testes com 88 voluntários saudáveis, a pílula foi bem tolerada e não apresentou problemas gastrointestinais, um dos efeitos colaterais mais relatados com o uso de canetas emagrecedoras.
Em camundongos, a ENV-308 reduziu a leptina circulante, hormônio relacionado aos estoques de energia e à saciedade. Os resultados também indicaram preservação da massa muscular durante o emagrecimento e prevenção de novo ganho de peso após a interrupção das canetas.
Especialistas, porém, afirmam que nenhum medicamento substitui os exercícios físicos. No caso da ENV-308, a indicação apontada é para pessoas que utilizam canetas emagrecedoras; a pílula não reproduz os benefícios completos da atividade física.








