O Movimento Patriótico de Comunicadores da Nicarágua divulgou nesta terça-feira (8) um manifesto de apoio ao governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo. O grupo afirmou combater notícias falsas, fascismo, calúnias e tentativas de golpe durante uma manifestação pelo Dia Internacional do Jornalista.
Em uma das declarações, os comunicadores disseram: “Continuamos a triunfar sobre o terrorismo midiático”. Também elogiaram as ações do governo sandinista para fortalecer a democracia, defender a paz e a soberania, manter a estabilidade e combater a pobreza.
O movimento declarou ainda apoio à reforma parcial da Constituição Política aprovada recentemente. A mudança, respaldada pela Assembleia Nacional da Nicarágua, amplia para sete anos o mandato presidencial e impede que opositores classificados como “traidores da pátria” disputem cargos eletivos.
A Assembleia é controlada pelo partido sandinista, que aprovou a proposta em sua primeira sessão legislativa na semana passada. A reforma é apresentada no manifesto como uma medida de sustentação da liderança de Ortega e Murillo.
Denúncias contra jornalistas
A Fundação para a Liberdade de Expressão e Democracia (FLED) informou que ao menos sete jornalistas nicaraguenses exilados na Costa Rica disseram estar sendo seguidos e ameaçados. As denúncias mencionam vigilância perto das residências, assédio em redes sociais, chamadas de números desconhecidos, exposição de dados privados e intimidação em locais públicos.
Entre 2018 e 2026, o governo Ortega-Murillo fechou pelo menos 54 meios de comunicação, segundo a FLED. Cinco deles tiveram as sedes invadidas e confiscadas. Entre os veículos citados estão La Prensa, Confidencial, 100% Noticias e Trinchera de la Noticia.
A organização também registrou que pelo menos 310 profissionais da mídia nicaraguense, principalmente jornalistas, deixaram o país ou foram exilados por razões de segurança desde abril de 2018.








