A Advocacia-Geral da União pediu ao Supremo Tribunal Federal a suspensão imediata da decisão que afastou os dois principais diretores da Polícia Federal. O pedido foi apresentado ao presidente da Corte, Edson Fachin, que determinou prazo de 72 horas para André Mendonça se manifestar.
O despacho de Fachin foi assinado na noite desta terça-feira (8), após a AGU questionar a ordem que retirou dos cargos Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a liminar de Mendonça "viola frontalmente a prerrogativa" do presidente da República de decidir sobre os cargos de direção da Polícia Federal. A AGU também apontou "risco concreto de desorganização institucional" com a vacância abrupta no comando da corporação.
A disputa começou no último dia 1º, quando Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que revelou mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Depois, Moraes pediu autorização para investigar Mendonça por supostas ilegalidades na condução do caso Master e nas apurações sobre desvios ilegais em aposentadorias do INSS. Para fundamentar o pedido, Moraes usou relatórios de inteligência da PF.
Mendonça classificou os documentos como "verdadeira arapongagem institucional" dentro da corporação e determinou o afastamento dos diretores.








