Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Política

Ex-presidente do INSS entrega passaporte após retirada de tornozeleira

André Mendonça manteve a proibição de viagem e de contato com investigados contra Ahmed Mohamad Oliveira Andrade.

Ex-presidente do INSS entrega passaporte após retirada de tornozeleira

O ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Ahmed Mohamad Oliveira Andrade terá de entregar o passaporte em até 24 horas e não poderá deixar o país nem falar com outros investigados. As restrições foram mantidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, mesmo após a retirada da tornozeleira eletrônica, determinada em 8.set.2026.

A decisão acompanhou uma recomendação da Procuradoria Geral da República (PGR). O órgão avaliou que não havia registro de comportamento de Ahmed capaz de prejudicar as investigações conduzidas pela Polícia Federal. Ele é investigado por possível participação em descontos ilegais aplicados a aposentadorias e pensões do INSS.

Ahmed, anteriormente chamado José Carlos Oliveira, foi ministro do Trabalho no governo de Jair Bolsonaro e presidiu o INSS. Ele também comandou o Ministério da Previdência de março a dezembro de 2022, período em que, segundo a PF, as fraudes estavam “em pleno funcionamento”.

O ex-ministro foi preso em novembro de 2025. A Polícia Federal atribuiu a ele um papel “estratégico” no funcionamento e na proteção do esquema. Os investigadores afirmam que Ahmed era identificado pelos apelidos “Yasser” e “São Paulo”.

Mensagens e planilhas apreendidas pela PF mencionam o ex-ministro e pagamentos. Conversas por WhatsApp registrariam agradecimentos pelo recebimento de valores ilegais. Uma planilha de fevereiro de 2023 aponta um repasse de R$ 100 mil associado a Ahmed, que, conforme a investigação, também teria recebido dinheiro de forma ilegal.

Durante depoimento à CPI do INSS, em setembro de 2025, Ahmed negou participação nas irregularidades. “Se houve abusos e irregularidades, esses foram praticados por entidades externas”, declarou. Ele afirmou ainda que eventuais servidores envolvidos deveriam ser punidos e que não se deveria generalizar nem pré-criminalizar pessoas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5